Goiás decreta emergência por surto de SRAG com 2.671 casos e 115 mortes

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© Tony Winston/Agência Brasília
© Tony Winston/Agência Brasília

O estado de Goiás decretou situação de emergência de saúde pública na quinta-feira, 16 de abril de 2026, devido ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Com 2.671 casos registrados e 115 mortes até o início da tarde de 19 de abril de 2026, a medida visa conter a propagação de vírus como Influenza, incluindo a variante K, e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O decreto, válido por 180 dias, destaca a alta incidência em bebês até 2 anos e idosos acima de 60 anos, conforme dados do painel estadual e boletim da Fiocruz.

Grupos mais afetados pela SRAG

Entre os casos de SRAG em Goiás, bebês de até 2 anos representam 42% do total, com 1.139 registros, enquanto idosos acima de 60 anos somam 18%, ou 482 casos. Essa distribuição reflete a vulnerabilidade desses grupos à circulação de vírus respiratórios, agravada pela sazonalidade. Autoridades de saúde enfatizam a necessidade de monitoramento contínuo para evitar um aumento ainda maior nas próximas semanas.

Medidas autorizadas pelo decreto

O decreto permite a instalação de centros de operações, aquisição de insumos e contratação de serviços sem licitação, além da admissão de pessoal por tempo determinado. Processos relacionados tramitarão em regime de urgência, facilitando respostas rápidas ao surto. Essas ações visam fortalecer a capacidade do sistema de saúde goiano diante do avanço da SRAG, com foco em regiões como o Distrito Federal e entornos no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste.

Situação regional e perspectivas

A emergência em Goiás reflete preocupações em outras regiões do Brasil, onde a circulação de Influenza e VSR também é monitorada. No Distrito Federal, o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, comentou sobre o cenário.

Mas, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos nem de perda de eficácia das vacinas disponíveis.

Juracy Cavalcante, secretário de Saúde do Distrito Federal

Ele reforçou a importância da vacinação e do monitoramento.

Apesar do cenário de 2026 sugerir, até o momento, a ocorrência dentro do padrão sazonal esperado de influenza, a dinâmica reforça a importância do monitoramento contínuo diante da possibilidade de aumento de casos nas próximas semanas. Seguimos com monitoramento permanente, e a população pode permanecer tranquila, mantendo a vacinação em dia.

Juracy Cavalcante, secretário de Saúde do Distrito Federal

Essas declarações indicam que, apesar do alerta, a situação permanece sob controle com medidas preventivas adequadas.

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