O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quinta-feira, 28 de maio de 2026, a lei que institui a Universidade Federal dos Povos Indígenas (UFPI), primeira instituição federal de ensino superior dedicada exclusivamente a indígenas no Brasil. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, e contou com a presença do ministro dos Povos Indígenas Eloy Terena, lideranças indígenas, ministros e parlamentares. A nova universidade será vinculada ao Ministério da Educação e oferecerá dez cursos de graduação com cotas reservadas para estudantes indígenas.
Promessa de campanha se concretiza
A criação da UFPI atende a compromisso assumido por Lula durante a campanha presidencial de 2022 e integra a política de reparação histórica aos povos originários. O projeto prioriza a formação de professores e o desenvolvimento de pesquisas fundamentadas nos saberes tradicionais. Após aprovação pelo Congresso Nacional no início de maio, a sanção presidencial permite que a instituição comece a funcionar no segundo semestre de 2026, com a sede oficial prevista para junho do mesmo ano.
Estrutura e objetivos da UFPI
Com sede em Brasília, a universidade funcionará sob coordenação do MEC e adotará um modelo que valoriza a cosmovisão indígena em todos os cursos. A proposta inclui a capacitação de pesquisadores e líderes comunitários a partir de perspectivas próprias dos povos originários. Autoridades destacam que a iniciativa representa avanço significativo na garantia de acesso ao ensino superior de qualidade para essas populações.
É um sonho que se realiza. Vamos formar nossos próprios professores, pesquisadores e líderes com base na nossa cosmovisão.
Eloy Terena
