A falta de transparência tornou-se a marca registrada das recentes obras no Autódromo Internacional de Goiânia. A gestão estadual tem evitado responder à pergunta mais básica em uma democracia: quanto custou, de fato, a reforma e a atração da MotoGP?
Informações preliminares apontam para contratos mantidos em sigilo absoluto, envolvendo transações em euros. O argumento do governo para afastar o controle da imprensa e da sociedade é a existência de cláusulas de confidencialidade exigidas pelo evento. Isso cria uma barreira perigosa: se o dinheiro é público, o cidadão tem o direito inalienável de saber como está sendo gasto.
Até o momento, foi possível rastrear cerca de R$ 400 milhões via portais da Seinfra e Goinfra. Contudo, estimativas indicam que, somando as cifras ocultas, o valor pode se aproximar de R$ 1 bilhão. Resta saber se o Ministério Público tomará as medidas cabíveis para garantir a transparência exigida por lei.
