Juiz também negou pedido de transferência da defesa, e a influenciadora seguirá presa preventivamente na penitenciária de Tupi Paulista. Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros familiares também responderão ao processo.
São Paulo — A Justiça do Estado de São Paulo acatou a denúncia formulada pelo Ministério Público (MP-SP) e tornou a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão faz parte de uma ampla investigação que apura a movimentação financeira e a ocultação de recursos ilícitos atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o Ministério Público, o esquema funcionava através da utilização de familiares e pessoas da mais estrita confiança dos líderes da facção criminosa. Essas pessoas atuavam como intermediárias para distribuir e ocultar os valores obtidos através de atividades ilegais, operando manobras financeiras com o objetivo de dar aparência de legalidade ao dinheiro do crime organizado.
Detalhes da Decisão
A aceitação da denúncia foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, titular da 3ª Vara da comarca de Presidente Venceslau, no interior paulista. Com o recebimento da peça acusatória, passam a responder formalmente ao processo, além de Deolane, a liderança máxima da facção, Marcola, e outros parentes apontados como peças-chave no esquema de lavagem de capitais.
Entre as determinações estabelecidas no despacho do magistrado, destacam-se:
- Abertura da ação penal: Os acusados passam oficialmente à condição de réus e terão que apresentar suas defesas prévias no decorrer do processo.
- Manutenção da prisão: O juiz negou o pedido de transferência formulado pela equipe de defesa da influenciadora.
- Local de detenção: Com a negativa, Deolane Bezerra permanecerá custodiada na penitenciária feminina de Tupi Paulista (SP), onde aguardará o desenrolar da tramitação judicial.
O caso segue sob sigilo em relação a dados bancários e fiscais sensíveis, mas representa um dos maiores desdobramentos recentes no cerco financeiro às lideranças do PCC e seus supostos laranjas ou operadores logísticos. A defesa dos acusados ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão da 3ª Vara de Presidente Venceslau.
