O anúncio feito pelo governador Daniel Vilela nesta quarta-feira (8) sobre a intenção de comprar o prédio da Oncoclínicas para abrigar o novo Hospital de Urgências de Goiás (HUGO) trouxe à tona uma discrepância bilionária nos cofres do Estado. O novo prédio, com 53 mil metros quadrados e parte dos equipamentos já inclusos, custará cerca de R$ 500 milhões.
No entanto, os números acenderam um alerta quando comparados à construção do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA). Com 9 mil metros quadrados a menos (44 mil m² no total), o CORA já consumiu R$ 2,58 bilhões em recursos estaduais. Na prática, o Estado está pagando cerca de R$ 9,4 mil pelo metro quadrado do novo HUGO, enquanto o metro quadrado do CORA chega a exorbitantes R$ 58,6 mil — mais de seis vezes o valor de mercado.
