Jamshid Ghomi, CEO de 63 anos da empresa iraniana Faraz Pardaz Rayaneh, foi preso na Califórnia por violar sanções dos Estados Unidos ao fornecer equipamentos norte-americanos para as Forças Armadas e o programa nuclear do Irã. A prisão ocorreu em 3 de junho de 2026, em Newport Beach, e o executivo compareceu ao tribunal em Los Angeles no mesmo dia. As autoridades acusam Ghomi de usar sua companhia, sediada em Teerã, para lucrar milhões de dólares com transações ilegais ao longo de mais de uma década.
Detalhes da operação ilegal
Ghomi adquiriu e forneceu equipamentos de rede, segurança e criptografia de origem americana sem autorização do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A empresa atuou como intermediária para entregar esses itens às forças militares e ao programa nuclear iraniano, desrespeitando as sanções impostas pelo governo norte-americano. As investigações do Departamento de Justiça revelam que as transações geraram lucros elevados para o executivo ao longo dos anos.
Posição das autoridades americanas
O procurador Bill Essayli destacou a gravidade das acusações durante o anúncio do caso.
As autoridades afirmam que a ação prejudica a segurança nacional dos Estados Unidos e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa sobre exportações de tecnologia sensível.Ghomi é acusado de auxiliar nossos inimigos declarados ao vender componentes de redes de computadores de origem americana para o Irã e lucrar milhões de dólares
Bill Essayli
