Goiânia — Corre a passos largos nos bastidores da política goiana a informação de que a explosão de novos radares nas rodovias estaduais não é uma mera coincidência ou uma campanha de segurança viária. Fontes ligadas ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira revelam que a determinação para o aumento desproporcional no número de equipamentos de fiscalização eletrônica partiu diretamente do vice-governador Daniel Vilela. O objetivo estratégico por trás da medida seria puramente arrecadatório: gerar caixa rápido para tentar amortecer o rombo bilionário que já está formalmente previsto nas contas públicas do Estado para o ano de 2026. A oposição e setores produtivos já apelidaram a iniciativa de “a primeira grande indústria trazida por Daniel para Goiás: a indústria da multa”.
O plano, segundo interlocutores, visa utilizar o dinheiro retirado do bolso dos motoristas para tapar buracos fiscais da gestão, maquiando o déficit antes do próximo processo eleitoral. Enquanto o caixa do governo se prepara para inflar com as autuações, o cidadão goiano se vê encurralado por uma fiscalização punitiva que prioriza a arrecadação em detrimento da verdadeira engenharia de tráfego e da segurança nas pistas.
