A decisão do Governo Daniel Vilela de adquirir por cerca de R$ 500 milhões o prédio que deverá abrigar o novo Hospital de Urgências de Goiás (HUGO) passou a ser alvo de questionamentos após reportagens do Estadão e da IstoÉ Dinheiro revelarem que fundos ligados ao Banco Master possuem participação superior a 20% na Oncoclínicas, empresa proprietária do imóvel.
Segundo as publicações, a operação societária envolvendo os fundos Quíron e Tessália foi analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que concluiu que a aquisição deveria ter sido previamente notificada ao órgão por ultrapassar o limite legal de participação acionária.
Diante desse cenário, especialistas em Direito Concorrencial apontam que um investimento dessa dimensão exige máxima cautela e ampla transparência por parte do poder público. A principal dúvida é se o Governo Daniel Vilela realizou todos os estudos jurídicos necessários antes de anunciar a aquisição do imóvel e se foram avaliados eventuais riscos decorrentes da estrutura societária da empresa.
Como envolve aproximadamente R$ 500 milhões em recursos públicos, cresce a cobrança para que o governo apresente os pareceres técnicos e jurídicos que embasaram a negociação.
