Um homem de 36 anos foi preso em São Gabriel da Palha, na zona rural de Farturinha, no noroeste do Espírito Santo, após confessar ao ChatGPT o plano de matar o próprio filho de oito anos para evitar o pagamento de pensão alimentícia. A prisão preventiva ocorreu em 19 de junho de 2026, com mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil do Espírito Santo. Os detalhes do caso vieram a público na semana entre 22 e 27 de junho de 2026, após cooperação entre a OpenAI, o FBI e o Ministério da Justiça brasileiro.
Como a inteligência artificial acionou as autoridades
A OpenAI identificou nas conversas do usuário indícios claros de intenção criminosa e encaminhou o material ao FBI. A agência norte-americana, por meio de canais de cooperação internacional, repassou o alerta às autoridades brasileiras. A Polícia Civil do Espírito Santo então obteve autorização judicial para realizar a prisão e as buscas, impedindo que o plano fosse executado. Esse fluxo de informações demonstrou a eficácia dos protocolos de denúncia adotados por empresas de tecnologia.
Motivo do crime e atuação das autoridades
O principal objetivo do homem era deixar de pagar a pensão alimentícia à ex-companheira, conforme revelado nas mensagens trocadas com o ChatGPT. A Polícia Civil cumpriu os mandados com apoio do Ministério da Justiça, garantindo que o suspeito fosse retirado de circulação de forma rápida. O nome do investigado não foi divulgado para preservar a identidade da criança e da família envolvida. O caso reforça a importância da vigilância sobre conteúdos gerados em plataformas digitais quando há risco iminente à vida.
Desdobramentos do caso
As investigações continuam sob sigilo, com foco na análise completa das conversas e em eventuais outras provas coletadas durante as buscas. A cooperação entre OpenAI, FBI e órgãos brasileiros serviu como exemplo de resposta coordenada a ameaças identificadas por sistemas de inteligência artificial. Até o momento, não há informações sobre a situação atual da criança ou da ex-companheira.
