O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Jairinho pela morte do menino Henry Borel, de quatro anos, após julgamento que durou dez dias e terminou na madrugada de 4 de junho de 2026. O ex-vereador foi considerado culpado por homicídio qualificado por tortura, coação no curso do processo e fraude processual, enquanto Monique Medeiros recebeu perdão judicial por ter agido sob coação. O veredicto encerra uma etapa importante do caso que ganhou repercussão nacional desde março de 2021.
Decisão do júri e fundamentos
O júri aceitou as conclusões da perícia, que identificou lesões internas compatíveis com espancamento. Jairinho foi responsabilizado por agravar as agressões e tentar interferir no andamento do processo. A corte reconheceu que Monique agiu sob pressão, o que resultou no perdão judicial e na ausência de condenação para ela.
Declarações durante o julgamento
Ele [Jairinho] agredia a mim e ao Henry. Eu tinha medo dele
Monique Medeiros
As falas da ré reforçaram o quadro de coação apresentado pela defesa e influenciaram a decisão final do júri. O processo destacou a necessidade de proteção a vítimas de violência doméstica que permanecem em relacionamentos abusivos.
Contexto e desdobramentos
Henry Borel morreu em março de 2021 no apartamento onde vivia com o casal. O julgamento, realizado no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, mobilizou a opinião pública e reforçou debates sobre violência contra crianças. A sentença marca um precedente relevante para casos semelhantes no sistema de justiça brasileiro.
