O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, para o risco de a extrema direita se aproveitar de protestos populares no México contra a presidenta Claudia Sheinbaum. Durante a abertura da oitava reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, Lula traçou um paralelo direto com os atos de junho de 2013 no Brasil, que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff. Ele afirmou ter conversado por telefone com Sheinbaum na manhã do mesmo dia para compartilhar a experiência brasileira.
Paralelo com os protestos de 2013
Lula destacou que manifestações inicialmente legítimas contra o aumento das passagens de ônibus foram rapidamente capturadas por grupos de oposição. Segundo o presidente, a extrema direita transformou aquela mobilização em instrumento para enfraquecer o governo e pavimentar o afastamento de Dilma Rousseff. Ele ressaltou que o mesmo padrão tem sido observado em outros países e que agora se repete no México.
Posicionamento de solidariedade
O chefe do Executivo brasileiro garantiu apoio ao governo mexicano e afirmou que o Brasil acompanhará de perto os desdobramentos. Lula enfatizou que a estratégia de instrumentalizar protestos populares contra administrações de esquerda é recorrente em diferentes contextos. A declaração foi feita em tom de alerta durante o encontro com representantes do Conselhão.
Eu falei com a Claudia Sheinbaum hoje de manhã. Eu disse a ela que a gente está acompanhando o que está acontecendo no México. E eu falei para ela: ‘Claudia, eu vivi isso aqui no Brasil em 2013’. A gente teve um protesto contra o aumento da passagem de ônibus e, de repente, a extrema direita resolveu se aproveitar daquele protesto para fazer um golpe contra a democracia, que culminou com o impeachment da Dilma
Luiz Inácio Lula da Silva
Eles fazem isso em qualquer lugar do mundo. E estão fazendo no México. E eu disse a ela: ‘Claudia, não se preocupe. A gente está junto com vocês’
Luiz Inácio Lula da Silva
