Condenado a quase 700 anos de prisão após confessar mais de 30 homicídios, Tiago Henrique Gomes da Rocha, o “serial killer de Goiânia”, pode ter a chance de deixar a cadeia em 2044.
O motivo para isso está na legislação vigente na época de sua captura. Preso em outubro de 2014, Tiago foi julgado sob a antiga lei do Código Penal, que limitava o tempo máximo de prisão no Brasil a 30 anos. Embora o Pacote Anticrime de 2019 tenha ampliado esse limite para 40 anos, a nova regra não se aplica de forma retroativa ao caso dele.
Atualmente com 38 anos, o criminoso soma uma pena unificada de mais de 668 anos e vive em uma cela isolada no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
Soltura não é garantida Apesar de a lei estipular o limite de três décadas, especialistas acreditam que ele não voltará às ruas. O procurador de Justiça Maurício Gonçalves de Camargos, que atuou em 17 processos contra Tiago, explica que qualquer juiz exigirá um rigoroso exame criminológico antes de assinar um alvará de soltura.
Segundo o procurador, é extremamente improvável que o criminoso passe nessa avaliação devido ao seu perfil psicopata e ao alto risco de voltar a matar. Além disso, como Tiago foi considerado plenamente consciente de seus atos na época dos crimes, não cabe transferência para clínicas psiquiátricas. Caso seja reprovado no exame ao final dos 30 anos, a única alternativa legal será a sua manutenção na prisão.
