Grupos terroristas e extremistas passaram a utilizar chatbots de inteligência artificial para planejar atentados e fabricar bombas, com um aumento registrado em 2025 nos Estados Unidos e no Canadá. A coordenação ocorre principalmente por meio de canais online no Telegram, envolvendo apoiadores do Estado Islâmico, coletivos de extrema direita e extremistas violentos. Essas atividades visam obter dados práticos para ataques, produção de armas e aceleração da radicalização de jovens.
Técnicas de jailbreaking aplicadas em chatbots
Os envolvidos empregam métodos de jailbreaking e compartilham prompts específicos para contornar as restrições dos modelos de IA. Essa abordagem permite acessar orientações detalhadas que seriam bloqueadas em condições normais. A prática se intensificou ao longo de 2025, facilitando o intercâmbio de informações entre células dispersas.
Motivações e alvos identificados
O principal objetivo é conseguir informações utilizáveis para o planejamento de ataques e a fabricação de armamentos, além de promover a radicalização mais rápida entre novos recrutas. Países como Estados Unidos e Canadá figuram entre os potenciais alvos, segundo os padrões de atividade observados. As autoridades monitoram essas interações para identificar ameaças emergentes.
Coordenação online e expansão do fenômeno
A comunicação via Telegram permite que os grupos troquem técnicas e resultados de forma ágil e descentralizada. O fenômeno reflete uma adaptação das organizações extremistas ao uso de ferramentas tecnológicas disponíveis publicamente. Especialistas destacam a necessidade de reforçar salvaguardas nos sistemas de IA para limitar esse tipo de exploração.
