O empresário americano Bryan Johnson, de 48 anos, revelou ter reprogramado células do próprio sangue em laboratório até atingir um estado primitivo semelhante ao embrionário, criando o que chamou de “Baby-Bryan”, uma versão inicial de si mesmo mantida em placa de Petri.
O projeto pessoal de rejuvenescimento
Bryan Johnson realiza o experimento como parte de sua iniciativa privada para retardar o envelhecimento. O processo envolve a conversão de células adultas em células pluripotentes, com potencial para servir como doador de sangue autólogo, testar terapias e, no futuro, apoiar o cultivo de órgãos.
Especialistas alertam que a técnica ainda enfrenta limitações técnicas significativas. O geneticista Paulo Zattar Ribeiro esclarece que não se trata de uma cópia completa do indivíduo.
O processo é como 'resetar' células adultas para um estado mais primitivo em laboratório — não é criar uma cópia de si mesmo
Paulo Zattar Ribeiro
Desafios técnicos e limitações atuais
O geneticista Ciro Martinhago ressalta que a produção comercial dessas células ainda é restrita e que o controle de qualidade permanece um problema relevante.
A nível comercial, se produz muito pouco sobre isso. A gente consegue ter essas células sanguíneas pluripontentes. Mas muitas delas ainda se tornam tumores, por exemplo. O controle ainda é um problema
Ciro Martinhago
Pesquisadores continuam investigando formas de estabilizar as células reprogramadas para evitar riscos como a formação de tumores antes de qualquer aplicação clínica.
