O Tribunal do Júri de Anápolis condenou Valdizio Neto dos Santos Almeida, de 25 anos, a 14 anos de prisão em regime fechado pela morte de Samylla Morais Guimarães de Jesus, mulher trans de 27 anos. A sentença, proferida em 10 de junho de 2026 pelo juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende, inclui ainda o pagamento de R$ 150 mil em indenização por danos morais aos familiares da vítima. O réu, preso preventivamente desde o início das investigações, permanecerá detido.
Contexto do crime em anápolis
O crime ocorreu na noite de 18 de julho de 2025 em uma estrada vicinal próxima à Universidade Estadual de Goiás, às margens da BR-153. As investigações conectaram o réu à vítima por meio de registros em redes sociais e do veículo utilizado no deslocamento. Os jurados analisaram imagens de câmeras de segurança e depoimentos que confirmaram a autoria e a materialidade do fato.
Evidências e decisão do júri
Durante o julgamento, o Tribunal do Júri de Anápolis reconheceu as provas que ligavam Valdizio Neto dos Santos Almeida ao local do crime. Os elementos incluíram registros visuais, relatos de testemunhas e dados digitais que atestaram o contato entre as partes. A decisão determinou o cumprimento inicial da pena em regime fechado, sem possibilidade de progressão imediata.
Consequências da condenação
A sentença estabelece que a família de Samylla Morais Guimarães de Jesus receberá indenização de R$ 150 mil a título de reparação moral. O réu cumpre a pena em regime fechado e não há previsão de soltura no curto prazo. O caso reforça a atuação do sistema judiciário goiano no esclarecimento de homicídios dolosos.
