Dois novos casos de cura do HIV confirmados após transplante de células-tronco

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Célula infectada por partículas do vírus HIV, anexas à superfície. — Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID)
Célula infectada por partículas do vírus HIV, anexas à superfície. — Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID)

Dois novos casos de possível cura do HIV foram anunciados durante a Conferência Internacional sobre AIDS no Rio de Janeiro, elevando para 13 o total registrado pela Sociedade Internacional de Aids. Os pacientes, ambos residentes nos Estados Unidos, interromperam o uso de antirretrovirais após receberem transplante de células-tronco de doadora com a mutação CCR5-delta32. Um deles, homem de 21 anos de Kansas City, Missouri, foi diagnosticado em 2018 com HIV e leucemia agressiva. O vírus não foi mais detectado nos exames após 14 e 12 meses sem medicação.

Perfil dos pacientes tratados

Os dois indivíduos passaram por procedimentos médicos complexos que combinaram o tratamento da leucemia com a tentativa de eliminação do HIV. O jovem de Kansas City representa um dos casos mais recentes e monitorados de perto pela comunidade científica. Ambos os pacientes mantêm a remissão viral sem necessidade de antirretrovirais, o que reforça o potencial do método empregado.

Mecanismo por trás da remissão

O transplante de células-tronco de doadora portadora da mutação rara CCR5-delta32 impediu a entrada do HIV nas células do sistema imunológico. Essa abordagem, já utilizada em casos anteriores, resultou na ausência detectável do vírus nos exames de acompanhamento. A conferência desta semana no Rio de Janeiro serviu como palco para a divulgação desses resultados, que ampliam o conhecimento sobre terapias avançadas contra o HIV.

Perspectivas para a pesquisa

Os avanços anunciados em 27 de julho de 2026 reforçam a importância de continuar investigando tratamentos que possam levar à cura funcional do HIV. A IAS destaca que esses casos, embora raros, oferecem dados valiosos para estudos futuros. A comunidade científica acompanha os pacientes para avaliar a durabilidade da remissão a longo prazo.

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